Finanças Pessoais

Calculadora de Juros Compostos

Simule juros compostos com capital inicial, aportes mensais, taxa de rendimento e prazo. Veja total investido, juros e valor final.

Parâmetros da simulação

R$
R$

Valor investido todos os meses, além do capital inicial

Resposta rápida

Juros compostos são o rendimento calculado sobre o capital inicial e sobre os juros já acumulados. Em vez de crescer em linha reta, o dinheiro cresce de forma acelerada — quanto mais tempo, maior a velocidade. Esta calculadora mostra o montante final, o total investido, os juros ganhos e a evolução mês a mês, com ou sem aportes mensais. Use para simular investimentos em CDB, Tesouro Direto ou qualquer aplicação de renda fixa.

Como usar a calculadora

A calculadora pede quatro informações: capital inicial, taxa de juros, período e aporte mensal. Cada uma tem um papel específico na simulação.

  • Capital inicial — o valor que você já tem hoje para investir de uma vez. Pode ser zero, se você vai construir o patrimônio só com aportes.
  • Taxa de juros — a rentabilidade esperada por período. Você pode informar ao mês ou ao ano usando o seletor ao lado do campo.
  • Período — por quanto tempo o dinheiro vai ficar investido, em meses ou anos. O seletor converte automaticamente.
  • Aporte mensal — quanto você pretende depositar todo mês, além do capital inicial. É opcional, mas acelera bastante o resultado.

Atenção à unidade da taxa: se você informar a taxa ao mês, o período precisa estar em meses. Se informar ao ano, use anos. A calculadora faz a conversão internamente quando você muda o seletor, mas é bom conferir para não superestimar o resultado.

O que são juros compostos

Juros compostos acontecem quando o rendimento de cada período é calculado sobre o saldo acumulado, e não só sobre o valor que você colocou no início. Em outras palavras, os juros de um mês viram parte do capital no mês seguinte — e passam a render juros também.

Imagine R$ 1.000 rendendo 1% ao mês. No primeiro mês você ganha R$ 10 e o saldo vai para R$ 1.010. No segundo mês, o rendimento não é mais R$ 10, mas sim 1% de R$ 1.010 — ou R$ 10,10. Parece pouco, mas esse efeito se acumula. No mês 12 você já rende mais de R$ 11, no mês 24 mais de R$ 12 e meio. Quanto mais tempo, mais rápido o saldo cresce.

É por isso que o tempo importa tanto. A diferença entre investir por 10 ou 20 anos não é o dobro do resultado — pode ser três, quatro vezes mais, dependendo da taxa. Começar cedo com pouco dinheiro costuma bater começar tarde com bastante dinheiro.

Fórmula dos juros compostos

Sem aportes (capital único)

Montante = Capital inicial × (1 + taxa)n

Capital inicial: valor que você investe no início.

Taxa: rendimento por período, em decimal. 1% ao mês vira 0,01.

n: número de períodos. Se a taxa é mensal, n é o número de meses.

Os juros ganhos são a diferença entre o montante final e o capital inicial: Juros = Montante − Capital inicial.

Juros compostos com aporte mensal

Com aportes regulares

Montante = Capital × (1 + taxa)n + Aporte × [((1 + taxa)n − 1) ÷ taxa]

A fórmula soma duas partes: o que o capital inicial rende sozinho e o que os aportes mensais rendem. O aporte é aplicado no final de cada mês e também ganha juros até o fim do período.

Importante: taxa e período precisam estar na mesma unidade. Se a taxa é mensal, o período é em meses e o aporte é mensal. Se a taxa é anual, o período é em anos e o aporte precisa ser convertido para anual. A calculadora acima faz essa conversão automaticamente quando você alterna o seletor.

Exemplo sem aporte

R$ 10.000 aplicados a 1% ao mês por 24 meses, sem nenhum aporte adicional.

Capital inicialR$ 10.000,00
Taxa1% ao mês
Período24 meses
Cálculo10.000 × (1,01)²⁴
Montante final≈ R$ 12.697,35
Juros ganhos≈ R$ 2.697,35

Em 2 anos, os juros representaram cerca de 27% do valor inicial. Se Marina mantivesse o dinheiro por mais 24 meses, o ganho seria ainda maior — o mesmo capital renderia mais de R$ 5.700 no total, sem nenhum esforço extra.

Exemplo com aporte mensal

R$ 10.000 iniciais + R$ 500 por mês a 1% ao mês por 24 meses.

Capital inicialR$ 10.000,00
Aportes mensais (24 × R$ 500)R$ 12.000,00
Taxa1% ao mês
Total investidoR$ 22.000,00
Montante final≈ R$ 27.188,84
Juros acumulados≈ R$ 5.188,84

O total investido é R$ 22.000 (capital + 24 aportes). O montante final passa de R$ 27.000, com quase R$ 5.200 em juros — mais que o dobro do exemplo anterior, mesmo com a mesma taxa e prazo. Isso mostra o quanto os aportes regulares aceleram o resultado.

Juros simples vs juros compostos

CritérioJuros simplesJuros compostos
Base de cálculoSempre sobre o capital inicialSobre o saldo acumulado (capital + juros)
FórmulaJuros = Capital × taxa × nMontante = Capital × (1 + taxa)ⁿ
ComportamentoCrescimento linear (linha reta)Crescimento exponencial (curva acelerada)
Exemplo (R$ 1.000 a 1% por 12 meses)R$ 1.120 — juros de R$ 120R$ 1.126,83 — juros de R$ 126,83

A diferença parece pequena em 12 meses, mas em 10 anos (120 meses) o juro composto rende quase R$ 1.000 a mais sobre o mesmo R$ 1.000 inicial a 1% ao mês.

Taxa mensal vs taxa anual

Uma das fontes mais comuns de erro é confundir taxa mensal com anual. 12% ao ano não equivalem a 1% ao mês — porque os juros compostos se aplicam também na conversão.

Mensal → Anual: (1 + taxa mensal)¹² − 1

1% ao mês → (1,01)¹² − 1 = 12,68% ao ano

Anual → Mensal: (1 + taxa anual)^(1/12) − 1

12% ao ano → (1,12)^(1/12) − 1 ≈ 0,949% ao mês

Por isso o seletor da calculadora é útil: você informa a taxa na unidade que tem (muitas vezes o banco informa ao mês, outras vezes ao ano) e a ferramenta converte internamente.

Juros compostos em investimentos

No Brasil, várias aplicações usam juros compostos para remunerar o investidor. As mais comuns em renda fixa:

  • Tesouro Direto — títulos públicos federais. Alguns pagam uma taxa fixa, outros variam com a Selic ou a inflação. O rendimento é composto, calculado diariamente.
  • CDB — emitido por bancos, costuma pagar um percentual do CDI. A rentabilidade é composta e o investimento conta com a proteção do FGC até R$ 250 mil.
  • LCI e LCA — isentos de Imposto de Renda, mas com menos liquidez. O rendimento também é composto.
  • Fundos de investimento — em renda fixa ou multimercado. O rendimento é composto, mas há taxa de administração que reduz a rentabilidade líquida.

Em todos esses produtos, o reinvestimento automático dos juros é o que mantém o efeito composto funcionando. Se você sacar os rendimentos, o crescimento volta para juro simples sobre o capital inicial.

Esta página é uma simulação educativa e não constitui recomendação de investimento. Cada produto tem perfil de risco, liquidez e tributação diferentes — consulte um assessor de investimentos registrado na CVM para escolher o que faz sentido para você.

Juros compostos em dívidas

O mesmo efeito que ajuda quem investe, atrapalha quem deve.

No cartão de crédito, no cheque especial e em muitos empréstimos, os juros compostos incidem sobre o saldo devedor. Se você paga só o mínimo da fatura, o restante roda com juros compostos no mês seguinte — sobre o saldo e sobre os juros que já foram cobrados.

  • Cartão de crédito — o rotativo cobra alguns dos juros mais altos do mercado. Uma dívida de R$ 1.000 pode virar R$ 2.000 em menos de 2 anos.
  • Cheque especial — juros diários compostos. Quanto mais dias, mais caro fica.
  • Empréstimo parcelado — usa a tabela Price, onde as parcelas iniciais pagam mais juros que amortização.

A regra prática: dívidas com juros altos devem ser quitadas o quanto antes. O efeito composto que trabalha a favor dos investimentos trabalha na direção oposta das dívidas — e geralmente em uma taxa muito maior.

Como interpretar o resultado

A calculadora mostra vários números. Veja o que cada um significa:

Montante final — o valor total no fim do período, somando tudo que você investiu e tudo que rendeu.

Total investido — o que saiu do seu bolso: capital inicial + todos os aportes. É a base para saber se o investimento valeu a pena.

Juros acumulados — a diferença entre montante final e total investido. É o ganho real do efeito composto.

Efeito do tempo: na maioria das simulações, os primeiros anos respondem por uma parcela pequena do montante final. Os últimos anos é que puxam o crescimento. Por isso investir por mais tempo costuma ser mais importante do que investir um valor maior de uma vez.

Efeito dos aportes: se você colocar R$ 500 por mês por 20 anos, os aportes somam R$ 120.000. Em uma taxa de 1% ao mês, o montante final passa de R$ 490.000 — mais de 75% disso vem dos juros, não do que você depositou.

Rentabilidade nominal vs real: a calculadora mostra o valor bruto. Se a inflação for 4% ao ano e seu investimento rende 10%, o ganho real (poder de compra) é de cerca de 5,8% — não 6%, porque a inflação também é composta. Para saber se o dinheiro realmente cresceu, compare o resultado com a inflação do período.

Erros comuns ao calcular juros compostos

Misturar taxa mensal com prazo em anos

Usar 1% ao mês em um período de 10 anos sem converter dá um resultado completamente errado.

Esquecer a inflação

Um rendimento de 8% ao ano com 6% de inflação dá ganho real de menos de 2%, não 8%.

Ignorar o Imposto de Renda

Em CDB e Tesouro, o IR regressivo come até 22,5% do rendimento. O valor líquido é menor que o bruto.

Assumir taxa fixa para sempre

A Selic muda, o CDI muda. Projetar 13% ao ano por 20 anos raramente se confirma.

Não considerar os aportes

Quem só olha o capital inicial subestima o resultado. Aportes mensais costumam ser a maior fonte do montante final.

Comparar investimentos sem olhar risco

Uma taxa maior pode vir de um produto mais arriscado. Comparar só a taxa ignora liquidez e possibilidade de perda.

Achar que rentabilidade passada garante futuro

O que rendeu 12% nos últimos 3 anos não necessariamente vai render 12% nos próximos.

Perguntas frequentes

Aviso importante: Os resultados são estimativas baseados nas informações fornecidas e não substituem a orientação de um profissional qualificado (contador, advogado, consultor financeiro).